Carregando...
 

 

 
Museu da Ulbra é jóia encravada em Canoas, RS
 
Conheça algumas raridades no maior museu de autos antigos da América Latina
Texto: Marcos Camargo Jr.
Fotos: Divulgação
 
(03-10-07) - Uma visita ao Museu de Tecnologia da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) sempre revela gratas surpresas. Na verdade, 270 belas surpresas brilham neste santuário dos carros antigos. Se você tiver oportunidade de ir ao Rio Grande do Sul, não deixe de visitar.

Localizado em Canoas, cidade que fica na região da Grande Porto Alegre, o espaço é dividido em quatro pavimentos cheio de belos automóveis em perfeito estado de conservação. Alguns, inclusive, são exemplares únicos e outros foram restaurados na própria oficina da Ulbra, num galpão vedado aos olhos curiosos.
A viagem começa no quarto pavimento do Museu da Ulbra. Nesta matéria vamos relatar algumas das preciosidades que estão expostas neste espaço e que provavelmente você só conseguirá ver andando por aí se tiver uma boa dose de sorte.

É o caso do Ford Carretera, um cupê 1940 que engana pelas aparências. Com suspensão elevada, pneus avantajados e todo o porte de carro adaptado para correr, chega a 200 km/h impulsionado por um motor V8 272, que equipava a primeira série da linha Galaxie brasileira. Foi num desses veículos que Emerson Fittipaldi andou quando era menino, sentado no tanque de combustível, se segurando nas curvas de Interlagos.

Numa sala anexa, é possível conferir de perto o primeiro automóvel produzido em grande escala (10.000 unidades), um Oldsmobile Curved Dash 1904. O carro, que lembra na verdade uma elegante carroça, tem rodas de madeira, farol alimentado por querosene e volante em forma de haste que se movimenta para os dois lados. É curioso notar as pequenas dimensões do motor, que desenvolve 7 hp e leva o veículo a 40 km/h.

Na mesma ala repousa em silêncio o Rugby Speedster 40. Construído em 1922, foi projetado para as corridas da época. O carro tem dois lugares, tanque de combustível localizado na parte de trás seguido de um grande baú e um pneu estepe.O carro foi completamente restaurado nas dependências da Ulbra.

Em 1969 o motor boxer refrigerado a ar era uma solução de grande sucesso para equipar os automóveis. Nesse ano, a GM apresentou a segunda geração do cupê Corvair Monza, lançado inicialmente em 1954, com a solução do motor traseiro de seis cilindros contrapostos. O carro foi duramente criticado por Ralph Nader no livro “Unsafe at any speed” (Inseguro a qualquer velocidade). Considerada o início dos movimentos de defesa do consumidor, a obra apontava problemas de segurança na suspensão do Corvair, que teriam provocando muitos acidentes. Atacado pelo motor a ar e pelo livro, o Corvair não resistiu e foi descontinuado em 1970. Pouco mais de seis mil unidades foram feitas deste modelo, exposto no museu.

Ainda no terceiro andar, onde ficam os carros americanos, destaca-se o Chrysler 300G 1961, com suas linhas futuristas de faróis dispostos em diagonal. Pelo lado de fora não havia nada muito inovador. Do lado de dentro, é possível reparar na ausência da alavanca de câmbio automático. Neste grande sedã, há um grupo de botões que acionam as quatro posições eletronicamente, para que o motorista não tenha que tirar as mãos do volante. A solução do painel também é controversa: todos os mostradores se reúnem em formado de cone logo à frente do volante. Pelo menos, é uma solução ergonômica.

Entre carros imensos, chama a atenção o pequeno Nash Metropolitan, um mini-automóvel inglês destinado ao mercado americano, que fez relativo sucesso. De acabamento simples, o modelo em exposição leva as cores amarela na carroceria e branca no teto. O Metropolitan foi o primeiro subcompacto à venda nos EUA, com apenas 3,78 metros de comprimento e motor 1.200 cm3, o mesmo propulsor do Austin A-40, que também cedia a plataforma para os diminutos carros da linha Nash.

No mesmo andar, numa imensa plataforma giratória, reluz um exemplar do Edsel Pacer, ano 1957, conversível. Como todo bom carro americano, esbanjava espaço e motor, já que era equipado com um V8 Ford 5.9 litros com 303 cv brutos. Mas o maior pecado do Edsel era o estilo duvidoso da grade dianteira que se dizia – à época – semelhante ao formato de um órgão do corpo feminino. A traseira levava um pára-choque muito grande, a capa de estepe denominada “Continental”, além de duas lanternas em formato de asa.

A marca Edsel foi lançada pela Ford em 1954, mas o primeiro modelo só chegou às revendas três anos depois sob o slogan “o estilo de Edsel veio para ficar”. O nome foi em homenagem ao filho de Henry Ford, idéia que não deu sorte ao projeto. A marca Edsel lançou quatro modelos: o cupê Pacer, a perua Bermuda e os sedãs Ranger e Corsair, última tentativa de alavancar a marca, em 1959. No projeto Edsel, a Ford perdeu US$ 400 milhões. A fabricação dos carros da marca foi definitivamente abandonada em 1960.

Na próxima semana vamos continuar a viagem ao Museu de Tecnologia da Ulbra, e conhecer outras raridades como uma limousine Packard, o Tatra T87 que foi usado pelos oficiais nazistas, o luxuoso Marmon 1928, entre outros.

 
Carregando...
 
Carregando...
 
Carregando...
 
Carregando...
 
Carregando...
 
Carregando...

vidro elétrico
Temos todos os modelos para seu carro, sempre originais.

 

trava elétrica
Trava específica para cada carro com dois anos de garantia.

 

som
Contamos com os melhores aparelhos do mercado.

 

alarme
Deixe seu carro seguro, a Bruneti tem a melhor forma.

 

xenon
O xenon oferece mais visibilidade e também mais segurança.

 

película
A mais alta tecnologia em peliculas com otima aplicação.

   
   
 
 
 
 
PROJETOS PRODUTOS SERVIÇOS PROMOÇÕES EVENTOS NEWSLETTER CONTATO
 
   
 

Av. Madre Benvenuta, 1333, Loja 01   |   88030-000 - Florianópolis - SC   |   contato@bruneti.com.br   |   Fone: (48) 3234-3064

Liberato Bittencourt, 1501 - estreito  /  8807-800 - Florianópolis - SC  / Fone : (48) 3244- 9322